Maltodextrina


Há muitos suplementos no mercado hoje em dia, aqueles que auxiliam no ganho de massa, eliminação de gordura, fornecimento de energia, entre outros.
Hoje vamos falar um pouco sobre a maltodextrina, um carboidrato complexo de absorção gradativa, resultado da união da maltose com a dextrina, e é rapidamente absorvido pelo organismo.
Os carboidratos são as principais fontes de energia do nosso organismo (e de recrutamento mais rápido),  glicogênio muscular e hepático, correspondendo à maior parte das calorias ingeridas pelo ser humano.
Numa dieta saudável, o carboidrato deve estar presente em torno de 60%, para que as proteínas não tenham que desviar-se de suas funções específicas, de construção dos tecidos musculares, para obtenção de energia, daí advém a crescente indicação e consumo da maltodextrina por praticantes de atividades físicas como a musculação e a corrida.
O uso desse suplemento pode evitar a depleção de glicogênio muscular em atividades físicas intensas, adiando o início da fadiga muscular(A). Além disso, auxilia no aumento dos estoques de glicogênio muscular.
Uma colher de sopa (aproximadamente 10 gramas) de maltodextrina corresponde a 40 Kcal.
Apresentam-se no mercado de suplementos alimentares freqüentemente aditivados de flavorizantes de diversos sabores, como laranja, limão, tangerina, uva, guaraná, açaí e acidulados com ácido cítrico.
Um estudo em que foi realizada a comparação da frutose com a maltodextrina, para observar os possíveis efeitos ergogênicos (B), constatou-se que a maltodextrina tem maior poder de repor o glicogênio muscular do que a frutose, sendo assim o carboidrato mais indicado para evitar fadiga muscular.
Pesquisas indicam que esse suplemento deve ser consumido cerca de 30 minutos antes da atividade física, durante a atividade física de longa duração e logo após a atividade física de endurance(C) e hipertrofia muscular.
Todavia, o uso desse suplemento ainda é controverso por praticantes de endurance, por falta de comprovação científica. Com relação a quantidade a ser consumida, muitos seguem o descrito nas embalagens comercializadas, porém, o ideal é consumir de acordo com seu peso e característica da atividade.
É recomendado seu consumo acompanhado de um suplemento protéico, como a whey protein (proteína do soro do leite), a proteína isolada de soja, ou com a ingestão direta de aminoácidos como a valina, leucina e isoleucina, encontradas em suplementos alimentares chamados comercialmente de BCAA’s.
O consumo excessivo desse tipo de carboidrato pode causar:
·         Quadros de hipoglicemia, cujos sintomas são irritabilidade, fraqueza, sono, entre outros.
·         Dores musculares, pois a presença de muito carboidrato nos músculos provoca aumento de água entre as fibras musculares, o que ocasiona dor.
·         Ganho de peso indesejável.
·         Desconforto gastrointestinal, com presença de flatulências

O uso desse suplemento em diabéticos, indivíduos em que o triglicérides é elevado, gestantes, lactantes, idosos, crianças, portadores de qualquer patologia, inclusive atletas e praticantes de atividade física, deve ser feito sob orientação de nutricionista e/ou médico.


(A): Fadiga muscular ocorre quando o músculo é utilizado de forma intensa e repetitiva, causando a diminuição da força de contração.
(B): substâncias ergogênicas são aquelas que os atletas procuram utilizar com vista à melhoria do seu rendimento desportivo, independentemente do seu treino, e incluem agentes farmacológicos e alguns nutrientes.
(C): Atividade de endurance é uma atividade de longa duração e intensidade moderada, como corridas (maratona).


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