Fadiga e Nutrição


O termo fadiga é usado normalmente para descrever sensações gerais de cansaço e redução do desempenho muscular. Ela é influenciada pela intensidade e pela duração do exercício, pelo estado nutricional e pelo condicionamento do indivíduo, tendo como conseqüência a incapacidade funcional de manter o rendimento esperado. Tem como sintomas: falta de motivação para treinar, mau humor, hipoglicemia, habilidade cognitiva debilitada, perda de força e outros. A fadiga é um mecanismo de defesa do organismo contra ações que possam prejudicar o seu funcionamento. É um fenômeno complexo e multifatorial, determinado tanto por mecanismos centrais quanto por mecanismos periféricos.
Em relação aos mecanismos centrais, a fadiga ocorre devido aos neurotransmissores (moléculas responsáveis pela transmissão de informação entre um neurônio e outro), em especial a serotonina, que em altas concentrações pode causar diminuição do desempenho físico, pois ela é associada à mudança nas sensações de esforço, humor, dor e sonolência.
Já a fadiga periférica está relacionada à depleção de glicogênio e fosfocreatina musculares, desidratação, redução da concentração de glicose na corrente sanguínea e acúmulo de lactato na musculatura ativa.
O glicogênio é o estoque de glicose que é armazenado no fígado e nos músculos. No músculo, o glicogênio é depositado nas células musculares em quantidades variáveis e utilizado sob a forma de glicose para a contração muscular. O glicogênio muscular é usado exclusivamente pelo músculo enquanto o hepático é usado para a manutenção da glicemia. Dessa forma, o glicogênio é considerado importante tanto para a regulação metabólica quanto para o metabolismo do exercício.
A má alimentação é uma das principais causas da fadiga muscular. Muitos praticantes de atividade física deixam de comer adequadamente antes da prática do exercício e com isso não há combustível suficiente (glicogênio), isso ocorre principalmente entre aqueles que pretendem emagrecer e tem o pensamento errado de que se comer antes não emagrecerá.
Entre aqueles que buscam o ganho de massa muscular, a fadiga ocorre pelo exagero na intensidade do exercício e no tempo, sem que estejam bem alimentados e devidamente preparados fisicamente para esse esforço.
O acompanhamento de profissionais, como um nutricionista e educador físico faz a diferença nesses casos, assim o indivíduo terá acompanhamento e aconselhamento adequado de acordo com os objetivos.
A alimentação merece atenção especial, deve ser variada e rica em carboidratos, já que são fontes de energia.
Para quem quer emagrecer deve ter o consumo de carboidrato diário controlado, lembrando que NÃO se deve praticar, em hipótese alguma, exercício físico em jejum acreditando que será benéfico para eliminação de peso. O carboidrato é essencial na dieta de qualquer pessoa.
Para aqueles que buscam o aumento da massa muscular, o consumo de carboidratos auxilia na reposição de glicogênio e poupa o uso de proteínas como fonte energética, e seu consumo será de acordo com a intensidade do treino. Lembrando que aumentar a intensidade do exercício sem um aporte nutricional adequado pode levar a sérias lesões.
É recomendado também que não exercite o mesmo músculo todos os dias, isso não é bom para o desenvolvimento muscular, antecipa a fadiga e pode causar sérias lesões. O descanso do músculo é fundamental.
Se você pratica atividade física, alimente-se corretamente e caso tenha dúvidas sobre suas condutas alimentares procure um nutricionista, com certeza seu rendimento será melhor e seus objetivos alcançados.
Bom treino!!

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