Nutrição da Criança no Esporte


A prática de atividade física durante a infância é um fator muito importante na proteção contra a obesidade infantil e adulta posteriormente, diabetes mellitus, hipertensão arterial e hipercolesterolemia, além de proporcionar diversão, interação social, desenvolvimento das habilidades motoras e contribuir para o desenvolvimento e crescimento.
O acompanhamento nutricional da criança que pratica atividade física é muito importante. Uma alimentação adequada deve garantir a quantidade de energia e nutrientes suficientes para alcançar as necessidades de crescimento e manutenção de tecidos da criança e para o desempenho das atividades físicas e intelectuais.
Alguns fatores podem interferir na alimentação adequada e por isso merece atenção, como:
Ø  Influência da mídia;
·         As propagandas têm muita influência sobre as crianças, e as elas possuem muita influência sobre os pais, fato comprovado em estudos realizados. Normalmente as propagandas utilizam personagens infantis para influenciar no gosto da criança.
Ø  Influência de amigos;
·         Isso ocorre principalmente no período escolar, quando inicia a interação social e os diferentes hábitos alimentares se encontram.
Ø  Maus hábitos alimentares da família;
·         A família é a principal responsável pela formação dos hábitos alimentares da criança. Dessa forma, é imprescindível que a família ofereça uma alimentação variada, mesmo que isso não faça parte da rotina da casa. A criança deve crescer conhecendo todos os alimentos.
Ø  Falta de supervisão de um adulto durante a refeição;
·         Muitas vezes a falta de tempo dos pais facilita essa situação, mas acontece também que muitos pais não acompanham a refeição dos filhos por falta de paciência, e a criança acaba não se alimentando direito por não se sentir bem sozinha na mesa ou por pressa pra brincar ou por não ter um tempo adequado.
Ø  Ambiente.
·          O local das refeições deve ser tranqüilo, sem a presença de televisores, rádios ou qualquer aparelho que tire a atenção da criança do momento da refeição. E isso deve ser bem esclarecido na família.
A ação da atividade física sobre os músculos e ossos são fatores importantes no aumento de pico de massa óssea durante a adolescência e, conseqüentemente, na prevenção da osteoporose na idade adulta
Para que se possa definir as necessidades energéticas de crianças praticantes de atividade física deve-se considerar a idade, a estatura, peso, estágio de maturidade sexual e informações da atividade praticada, como: tipo, freqüência e duração.
A baixa ingestão energética traz prejuízos ao crescimento, aumenta o risco do aparecimento de doenças e diminuição da taxa metabólica.
Os macronutrientes devem ser distribuídos de forma equilibrada para suprir todas as necessidades energéticas da criança. Recomenda-se 50 a 70% de carboidratos, 20 a 30% de lipídeos (gordura) e 10 a 30% de proteína.
É fundamental que a ingestão de carboidratos seja predominante na dieta da criança. A diminuição do consumo de carboidratos pode aumentar a percepção de fadiga, o que leva a incoodernação motora, diminuição da concentração e redução da capacidade de treinamento.
Para crianças, a ingestão de proteína deve manter o balanço nitrogenado positivo, ou seja, a ingestão deve ser maior que a utilização para manter normal o crescimento e o desenvolvimento dos órgãos e tecidos.
Comparando com os adultos, as crianças utilizam mais lipídeos e menos carboidratos para produzir energia em exercícios prolongados, mas isso não influencia nas quantidades recomendadas.
A alimentação da criança deve ser completa e conter todos os nutrientes, em relação aos micronutrientes os dois que merecem atenção são: ferro e cálcio.
O ferro é muito importante, pois está ligado ao transporte de oxigênio no sangue e nos músculos. O baixo consumo prejudica a capacidade de transporte do oxigênio, diminuindo o desempenho e interferindo no treinamento, além de ocasionar anemia ferropriva em longo prazo.
Recomenda-se incluir na alimentação os alimentos fontes de ferro, como carnes. Leguminosas e folhas verde-escuras também possuem boas quantidades de ferro, porém para sua absorção ser melhor o ideal é consumi-los associados a alimentos fontes de vitamina C.
Já o cálcio é necessário para a mineralização adequada e manutenção dos ossos em crescimento. A ingestão inadequada causa uma menor retenção deste nutriente e levar à osteoporose futuramente.
O cálcio é encontrado em alimentos lácteos e seus derivados, e também em peixes.
Outro ponto importante a ser considerado é a hidratação. A produção de energia pelo organismo aumenta durante os exercícios devido à maior produção de calor metabólico, e as crianças produzem mais calor por unidade de peso corporal que os adultos. A evaporação do suor é a principal via de liberação de calor produzido pelo organismo.
Quanto antes forem repostos os líquidos perdidos durante a transpiração, menor a chance da criança ficar desidratada. Para evitar isso, deve ser ingerido líquido a cada 15-20 minutos, mesmo que a criança não sinta sede. O consumo não deve ocorrer somente durante o exercício, mas também antes e depois.
Caso a atividade ultrapasse 90 minutos, recomenda-se a ingestão de bebidas hidroeletrolíticas. Essas bebidas têm a vantagem de ter sabor agradável, o que desperta a vontade da criança em consumir.
Uma boa alimentação na infância é fundamental para o crescimento e bom desempenho nas atividades física realizadas.

Comentários

  1. Interessante esse post, crianças funcionam diferente de adultos né, não podemos esquecer que não são adultos em miniatura
    Parabéns
    Cris Porto

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