Alimentos amigos da Memória e bom Funcionamento do Cérebro.


Em seres humanos, a constituição cerebral começa já na formação do embrião e continua até dois a quatro de vida, Desde a infância, uma alimentação adequada em quantidade e qualidade, é de grande valia para uma excelente saúde física e mental. O cérebro funciona melhor quando é bem alimentado e estimulado. Para fortalecer a memória e elevar a função do cérebro, é necessária uma alimentação muito rica em verduras, legumes, frutas, quantidades adequadas de carboidratos, proteínas e lipídeos. A deficiência de um ou mais nutrientes na alimentação diária pode comprometer uma série de processos na formação cerebral. O impacto no desenvolvimento e no funcionamento do cérebro depende da intensidade e da duração das carências nutricionais.
O estágio atual das pesquisas ainda não permite estabelecer com precisão uma ligação direta entre determinados alimentos e atividades cerebrais específicas. O conhecimento mais bem consolidado é sobre o ácido fólico, incorporado por ginecologistas e obstetras à rotina pré-natal. Atua na síntese do DNA e do RNA e é vital para a divisão celular e a síntese das proteínas, Sua deficiência pode ocasionar alterações nos cromossomos e no DNA – em alguns casos, isso leva a defeitos na formação da medula, o que pode fazer com que a criança não consiga andar nem controlar o fechamento e a abertura do ânus.
As células nervosas (neurônios) têm como combustível principal e exclusivo, a glicose (carboidrato), diferente das outras células do organismo que podem obter outros combustíveis energéticos, além da glicose. Então, quando o organismo entra em jejum prolongado (longo tempo sem se alimentar), o cérebro recorre às outras fontes de energia. Como primeira alternativa, tem-se o tecido gorduroso, e como a última opção, as proteínas, de forma a garantir a sobrevivência. Sendo assim, o cérebro, quando não encontra o que precisa, retira energia de outros locais, debilitando-os.
Além da glicose, os neurônios precisam também das gorduras, principalmente, o ômega-3, pois esse ácido graxo protege e ajuda no nascimento dos neurônios já existentes, atuando na incorporação das membranas das células nervosas que formam os circuitos responsáveis por funções como a memória, No caso do ômega 3, um ácido graxo encontrado tanto no salmão, por exemplo, quanto no óleo de linhaça, há estudos que sugerem que sua deficiência está relacionada ao autismo e aumento de depressão.
Além das vitaminas e minerais com atividade antioxidante, é importante lembrar das vitaminas do complexo B, pois atuam no metabolismo energético e algumas participam na síntese de neurotransmissores como a vitamina B1 (Tiamina). Esta vitamina é amplamente distribuída em muitos alimentos, sendo os mais importantes o fígado e os grãos de cereais. Outros minerais são importantes para a atividade do cérebro, como o potássio (em geral, frutas, hortaliças e produtos lácteos) e o sódio (sal e produtos industrializados) atuam na transmissão nervosa, mas devemos ter moderação na hora de consumir os alimentos fontes, nada com exageros.  O fósforo atua na formação da principal molécula de energia (ATP) e como constituinte dos fosfolipídios, o fósforo está presente em cada membrana celular do corpo e claro das células nervosas, e em geral, as boas fontes de proteína são boas fontes de fósforo.
As substâncias mais importantes para o cérebro

Ácido fólico Atua com outra enzima na síntese de DNA e RNA e é vital para a divisão celular e a síntese protéica. A carência dessa substância pode causar degeneração do sistema nervoso central. Principais alimentos em que é encontrado: fígado de boi, espinafre, feijão branco, brócolis, germe de trigo, suco de laranja, repolho cru. 
Vitamina B1 (tiamina) Necessária para o metabolismo de proteínas, ácidos nucléicos e gorduras, importantes para a transmissão dos impulsos nervosos. Principais alimentos em que é encontrada: farinha de aveia, flocos de cereais, macarrão, amendoim, avelã, castanha-do-pará, gergelim, feijão-fradinho, lentilha, açaí, tamarindo, coração, carne suína.
Vitamina B2 (riboflavina) Atua no metabolismo energético, na formação das células vermelhas, na regulação da tireoide. Também atua no metabolismo dos ácidos graxos essenciais nos lipídios do cérebro. A sua deficiência tem sido ligada a prejuízos no desenvolvimento e na maturação do cérebro. Principais alimentos em que é encontrada: flocos de cereais, castanha portuguesa, amêndoas, avelã, castanha-de-caju, feijão-fradinho, lentilha, couve, taioba, carne seca, fígado, ovo de codorna, ovo de galinha, queijo minas, queijo prato, requeijão. 
Vitamina B6 (piridoxina) Coenzima envolvida no metabolismo proteico. Exerce papel fundamental no desenvolvimento do sistema nervoso central, regula a síntese de aminoácidos necessários à formação de alguns neurotransmissores. A suplementação de piridoxina durante a gestação está associada à melhora do índice de apgar de vitalidade do recém-nascido.  Principais alimentos em que é encontrada: fígado, cereais integrais, leguminosas, frango, banana, aveia, carne de porco e batata.
Vitamina B12 (cianocobalamina) Atua com o ácido fólico. Sua deficiência provoca alterações na transmissão dos impulsos nervosos. Principais alimentos em que é encontrada: produtos de origem animal, como leite e derivados, carnes em geral, vísceras – fígado, coração, rins –, frutos do mar, como mexilhão e ostras, embutidos e ovos. 
Colina Exerce papel importante no desenvolvimento normal do cérebro, especialmente do centro da memória cerebral (hipocampo). Estudos mostram que, durante a gestação e a lactação, as reservas maternas de colina caem, e o consumo deficiente desse nutriente na alimentação da gestante e lactante provocam efeitos de longo prazo em seus filhos, como redução da memória e da capacidade de atenção. Principais alimentos em que é encontrada: Fígado de boi e de frango, ovo, germe de trigo, grão de soja, carne de porco. 
Lipídeos Importantes componentes do tecido cerebral, pois representam o maior percentual do peso seco do cérebro. No terceiro trimestre da gestação, as concentração de ácidos graxos essenciais (ômega 6 e 3) aumentam, então prematuros têm maior risco de falta desses lipídeos. A carência pode implicar redução do desenvolvimento cognitivo (linguagem, memória, percepção etc.) e visual, entre outros problemas. Ômega 3: salmão, atum, bacalhau, arenque, cavalinha, sardinha, truta, óleos de peixe e farinha de linhaça, óleo de linhaça.  Ômega 6: óleos vegetais (girassol, milho, soja). 

Portanto, para manter o cérebro ativo e funcionante, as células precisam de nutrientes adequados e variados por meio de uma alimentação equilibrada.

Comentários

  1. Muito bom o post, aliás, como sempre. Parabéns ás duas excelentes profissionais.
    Cris Porto

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Parkinson- Dia Mundial

Troque o Refrigerante por um Suco Natural

Romã e seus (muitos) benefícios