Frutas, qual o seu tipo?


Época de fim de ano e elas estão lá compondo os pratos, farofas, enfeitando, servindo de petiscos, no sorvete; as frutas secas, cristalizadas são mais consumidas nestas datas, mas você encontra no mercado o ano todo.
As frutas são comercializadas de duas formas: in natura ou seca. A primeira é a forma natural, que não sofreu modificação em sua estrutura. Já a fruta seca é aquela em que a água é retirada por meio de processos industriais (liofilização, vapor, estufas ou fornos) ou naturais (exposto ao sol); Durante a secagem, parte das vitaminas pode ser perdida, mas se a secagem for feita pelo processo de liofilização, a perda de nutrientes é minimizada.
As frutas secas, ao contrário das frescas, representam uma fonte mais concentrada de calorias, fibras, açúcar natural e alguns nutrientes; além de terem um prazo de validade muito maior já que a água, que é a responsável pelo crescimento e microorganismos que deterioram o alimento, é retirada.
Hoje, diversas frutas podem ser consumidas na versão seca: abacaxi, ameixa, banana, damasco, laranja, limão, maçã, mamão, manga, pêra, uva.  Além de durar mais cerca de um mês em casa, elas mantêm grande parte dos nutrientes, estimulam o funcionamento do intestino (pelo alto teor de fibras), são mais fáceis de transportar (por serem menos volumosas) e nos ajudam a exercitar a mastigação.
Um grupo de cientistas está recomendando que as autoridades de saúde passem a considerar as frutas secas nutricionalmente equivalentes às frutas frescas. Só tomando o cuidado com o teor de açúcar quando comparado ao da fruta fresca, pois tirando a água a concentração de açúcar é a mesma, porém numa proporção menor da fruta.
Uma dica é evitar as versões cristalizadas, e glaceadas que passam por um processo em que as frutas são imersas numa solução açucarada e se desidratam por osmose, onde o açúcar irá substituir parte da água na sua composição para impedir sua deterioração e logo após geralmente passa pelo processo de glaceamento onde a fruta cristalizada é revestida por um xarope com teores de açúcar elevados para deixar a fruta mais firme e seca.  Por ter alto teor de açúcar, elas devem ser consumidas com moderação. Em geral, o açúcar adicionado às frutas secas é mascavo, mais saudável que o refinado. Em todo caso, o melhor é consultar a tabela nutricional do rótulo e optar por versões sem adição de açúcar.
Hoje, o processo mais moderno é o de liofilização. Enquanto nos métodos anteriores a fruta era aquecida até que a água evaporasse, assim havendo alteração de cor, sabor, aroma, perda de vitaminas termosensiveis; Já a liofilização ocorre o oposto: a fruta é submetida a níveis baixíssimos de temperatura e pressão, que fazem com que a água passe diretamente do estado sólido para o gasoso.  A fruta liofilizada é um alimento totalmente puro, natural, com todos os nutrientes, só que ocupando menos espaço. Uma característica marcante das frutas liofilizadas é o seu sabor intenso e o grau de crocância, proporcionando um enorme prazer na degustação.
Devido à facilidade de transporte, o produto pode valer a pena como lanche intermediário em algumas situações. Esportistas e pessoas em viagens longas também podem se beneficiar muito de produtos liofilizados.
Observação
Não é recomendável usar o produto para substituir o consumo de frutas naturais, mesmo porque uma das vantagens das frutas é ajudar a hidratar o organismo. A sugestão é deixá-las sempre à disposição para ir beliscando ao longo do dia.
Portanto, secas, desidratadas, liofilizadas, in natura ou sucos não há desculpa para o não consumo de frutas, pois hoje no mercado se encontram todas as formas  e  variados preços, escolha o que mais se adéqua ao seu e bom apetite!

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