Esteatose Hepática

             Hoje temos uma matéria enviada pela Nutricionista Ingrid Seiler Prior, informações de contato no final do texto. Aproveitem!           

            O fígado é considerado a grande usina do nosso corpo, uma vez que ele é o órgão central do metabolismo. Ele possui as seguintes funções:

  • Produção protéica;
  • Armazenamento de glicose, vitaminas e minerais;
  • Produção da bile (auxilia na digestão das gorduras);
  • Síntese de colesterol;
  • Desintoxicação de drogas, medicamentos e outras substâncias químicas.

A esteatose hepática, ou acúmulo de gordura no fígado, é considerada a enfermidade crônica mais comum que acarreta o fígado, e seu diagnóstico tem aumentado devido à evolução dos métodos de imagem e pelo aumento da prevalência da obesidade.

A doença está relacionada à alimentação inadequada, rica em gorduras e açúcares, consumo excessivo de álcool, obesidade, diabetes descompensada e síndrome metabólica. Ela também pode ser causada pelo vírus da hepatite, anemia e doenças auto-imunes.

            Para realizar o diagnóstico o médico avalia se há alterações dos níveis enzimáticos do fígado, e a confirmação é feita através de exames de imagem, como a ultrassonografia, tomografia e ressonância magnética.

            Na maioria das vezes a doença é assintomática, porém em alguns casos ela pode causar um certo desconforto abdominal, fadiga e mal-estar, além de hepatomegalia (aumento do tamanho do órgão).



O principal tratamento para a esteatose é controle do peso através da dieta e pela prática de atividade física (desde que com consentimento médico), controlar os níveis glicêmicos, de colesterol e triglicérides. A suplementação de vitamina E também tem demonstrado resultados promissores no tratamento da doença.

            A falta de tratamento leva a uma destruição gradual dos hepatócitos, as células do fígado, o que pode acarretar em fibrose e perda da arquitetura funcional do fígado (cirrose hepática). A partir daí não há reversão do quadro, e em casos mais graves faz-se necessário o transplante hepático.


É importante que se procure um nutricionista, para que ele possa elaborar um plano alimentar individualizado, de acordo com as suas necessidades. Mas de maneira geral, alguns hábitos alimentares que são importantes para diminuir a gordura no fígado são:

  • Aumentar o consumo de verduras, legumes e frutas;
  • As fibras solúveis, presentes nas frutas, verduras, aveia e leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, soja e grão de bico) se juntam à glicose e às gorduras presentes no bolo alimentar, que por dificultar a absorção destes, causa a diminuição de seus níveis sanguíneos;
  • Consumo de leite e derivados desnatados ou com o menor teor de gordura possível;
  • Evitar a ingestão de doces e alimentos açucarados, já que o excesso de glicose eleva os níveis de triglicerídeos no sangue;
  • Os ácidos graxos mono e poliinsaturados possuem efeito cardioprotetor e podem influenciar no perfil lipídico sérico. Eles estão presentes nas oleaginosas (nozes, castanhas, amêndoas, pistache, etc), salmão, atum, sardinha, azeite, abacate, linhaça e quinua. Porém, por serem muito calóricos, devem ser consumidos com moderação;
  • Evitar o consumo de carnes gordas como picanha e costela, prefira cortes como filé mignon e alcatra. Retirar a gordura aparente da carne e a pele do frango.
  • Evitar o consumo de alimentos enlatados, preferir alimentos in natura;
  • Preferencialmente excluir as bebidas alcoólicas e o cigarro.

Ingrid Seiler Prior
CRN - 30.892
Nutricionista Especialista em Fisiologia do Exercício
Pós- graduanda em Obesidade e Emagrecimento
ingrid.prior@gmail.com
http://www.nutricionistaingrid.blogspot.com.br/

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