Cuidados Nutricionais no Lúpus





Lúpus é uma doença autoimune na qual os anticorpos identificam, equivocadamente, os tecidos do corpo como substâncias estranhas e os atacam, causando inflamação e dor. A doença costuma afetar as mulheres em idade reprodutiva. Somente 10% dos homens sofrem de lúpus.  Uma pessoa que tem LES( Lúpus Eritematoso Sistêmico)  desenvolve anticorpos que reagem contra as suas células normais, podendo consequentemente afetar a pele, as articulações, rins e outros órgãos.
  Os órgãos mais atingidos são o coração, articulações, pele, pulmões, vasos sanguíneos, fígado, rins e sistema nervoso. A evolução da doença é imprevisível, com períodos em que se manifesta e outros que fica inativa, esses intervalos podem durar semanas, meses ou anos. Pode ocorrer em qualquer idade, mas aparece mais frequentemente em pessoas entre 10 e 50 anos. Os afro-americanos e os asiáticos são afetados com mais frequência do que pessoas de outras raças.
Sintomas:
Erupção cutânea facial;
Febre;
Fadiga e mal-estar;
Dor nos músculos e articulações;
Perda de peso;
Queda de cabelo;
Sensibilidade ao sol;
Feridas na boca;
Náuseas;
Constipação ou diarreia;
Infecções urinárias recorrentes.

O estado da dieta refere-se à ingestão de nutrientes da alimentação propriamente dita e também de suplementos, fazendo parte do estado nutricional. Nesse sentido, o estado nutricional é extremamente importante no equilíbrio do sistema imunológico, e a composição da dieta assume papel fundamental na manutenção da saúde de todos os indivíduos, inclusive para os pacientes com LES.
Alimentos recomendados:
Ofereça o melhor apoio possível ao seu organismo, fazendo refeições variadas e balanceadas, baseadas em alimentos integrais. Sempre que possível compre alimentos orgânicos, a fim de reduzir sua exposição a toxinas e pesticidas. Se tiver que comprar produtos convencionais, lave-os bem antes de consumi-los.
Alimentos são ricos em fibras (que aliviam problemas digestivos) e em antioxidantes (que combatem a inflamação). Para obter proteção antioxidante adicional, consuma gérmen de trigo e óleos processados a frio (como azeite de oliva), devido ao seu conteúdo de vitamina E. Os ácidos graxos essenciais (gorduras boas) ajudam a reduzir a inflamação. Por isso, consuma peixes, linhaça e gergelim. Durante uma crise de lúpus os anticorpos podem atacar a cartilagem das articulações. Os danos podem ser parcialmente reparados por meio da ingestão de alimentos ricos em enxofre (cebola, alho e aspargo). O uso de corticoides está associado à perda de massa óssea e à osteoporose. Se o uso for necessário, aumente o consumo de cálcio (leites, vegetais verde-escuros e soja). Aumente o consumo de água também, beba um copo a cada 2 horas. Evite açúcares, carboidratos refinados, gorduras saturadas, café e álcool.
No cuidado nutricional básico as principais dicas são:
•evitar alimentos enlatados, ricos em conversantes e industrializados. Dar preferência aos alimentos naturais;
•aumentar o consumo de frutas e hortaliças;
•evitar doce e diminuir o açúcar simples. Aproveitar o sabor natural dos alimentos;
•preferir alimentos integrais (arroz, pão);
•evitar gordura trans e gordura saturada;
•diminuir o consumo de embutidos e alimentos condimentados (caldos prontos, molhos, salsicha, presunto, pastas de alho com sal).
Os alimentos com propriedades funcionais, ou seja, aqueles que além da função básica de nutrir também previnem doenças, amenizam sintomas e melhoram a saúde, são excelentes alternativas para o portador do Lúpus. Muitos auxiliam nossas reservas e combatem os radicais livres.
Assim, são indicados:
•cenoura, abóbora, tomate, melancia: ricos em carotenóides;
•alho: rico em alicina;
•frutas oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas): são ricas em óleos vegetais, vitamina E e selênio (castanha do Pará).
•acerola, laranja e outras frutas cítricas: ricas em “Vitamina C”.
Melhorar o sistema imune também é possível com uma alimentação equilibrada e fundamental para o controle do Lúpus. Nesta linha de trabalho o nutricionista pode prescrever alimentos ricos em ômega 3 e em probióticos, como os leites fermentados e os iogurtes. Caso o portador tenha dificuldade em consumir este tipo de alimento, é possível a manipulação, em cápsula ou sachês de Lactobacillus, sempre com prescrição personalizada. A suplementação com geleia real (substância gelatinosa produzida por abelhas) também foi considerada benéfica. Sua composição rica em aminoácidos livres, carboidrato simples, proteínas, ácidos graxos de cadeia curta e vitaminas promove redução de colesterol e apresenta atividades imunomoduladoras e anti-inflamatórias.

Todo o trabalho nutricional deve ser personalizado para que o portador tenha em mãos um plano alimentar eficaz e seguro.

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