Seu relógio biológico sofre com o horário de verão?





Há quem goste e há quem reclame, quando o horário de verão começa, não é só o sol que passa a se pôr mais tarde, mas também há mudanças em nosso relógio biológico. Nessa fase do ano, o nosso corpo demora a se acostumar com as mudanças provocadas pela troca de horário.

Isto ocorre porque o relógio biológico de cada pessoa, que está acostumado com o dia de 24 horas, estranha quando ele tem apenas 23 – o que ocorre no primeiro dia do horário de verão. Com isto, nosso organismo não sente fome ou sono nas horas em que deveria, causando dificuldade para acordar, falta de sono à noite e perda de apetite ou aumento do apetite.

Com o impacto no relógio biológico, o organismo não consegue realizar síntese dos hormônios de crescimento e do cortisol de forma adequada, visto que este processo ocorre enquanto dormimos. Não é fácil acostumar-se a levantar uma hora mais cedo. Também não é fácil ir para a cama e dormir 1 hora mais cedo. O relógio biológico não tem a capacidade de mudar de uma hora para outra, literalmente. É mais lento. Leva uma média de 3 a 5 dias para se adaptar à nova rotina.

O resultado é cansaço, a dificuldade de raciocínio e um grau incomum de ansiedade, de modo a interferir na realização de tarefas do cotidiano. Isto leva a problemas como déficit de atenção, acidentes de trânsito, discussões no trabalho, indisposição física, irritabilidade e sonolência.

DICAS:

As pessoas que praticam atividade física devem reduzir os exercícios na primeira semana do horário de verão para que o organismo se adapte às mudanças mais básicas, como controle de temperatura, pressão arterial, frequência cardíaca e regulação do sono.

A alimentação deve ser leve e de fácil digestão para não sobrecarregar o organismo e cuidar do seu relógio biológico. Com a troca de horários, o corpo precisa se adaptar, o que exige dele mais energia para completar as atividades do dia. Almoce e jante meia hora mais cedo que o habitual. Isso ajuda o corpo a entender que a rotina está mudando. Evite “beliscar” fora de hora. Isso é muito importante, pois o horário da alimentação ajuda a determinar o ritmo biológico.

Coma leve nesta primeira semana. Muitas frutas, legumes e verduras. Peixe, frango ou carne, de preferência grelhados. Pouca fritura, massas ou doces. No almoço, esta orientação ajuda a evitar aquele “soninho” irresistível e fora de hora, ao longo do dia. À noite, comer leve é fundamental para que você tenha um sono mais tranquilo e profundo. Isso é decisivo na hora de acordar.

Vá para a cama meia hora mais cedo que o habitual. Mesmo que você não esteja com sono. Quando o despertador tocar no dia seguinte, evite aquela “soneca” de mais alguns minutos. Esta soneca às vezes nos deixa mais cansados ainda.


Dê tempo ao seu relógio biológico. Ele vai se acertar.

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