Alimentação e Hipotiroidismo


Apesar do pequeno tamanho, a tireoide é um órgão muito importante no controle do organismo e funcionamento de todas as células do corpo. Esta pequena glândula, localizada na parte anterior do pescoço realiza suas funções fabricando os hormônios conhecidos como tiroxina (T4) e triiodotironina (T3) e entre as suas funções específicas, esses hormônios exercem profunda influência no metabolismo ósseo e na manutenção da concentração de cálcio e fósforo do organismo, afetando a maioria dos órgãos, incluindo o coração, cérebro, fígado, rins e pele.
 Essa doença é caracterizada pela baixa ou falta da produção dos hormônios tireoidianos, gerando assim alguns sintomas e complicações. O prefixo hipo significa: pouco, escassez. Portanto hipotireoidismo significa queda dos hormônios da tireóide, mais especificamente T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina).

 Os sintomas do hipotireóidismo são diversos:
- Cansaço;
- Depressão;
- Pele ressecada;
- Cabelos ásperos e com quedas;
- Unhas quebradiças;
- Constipação intestinal (prisão de ventre);
- Anemia;
- Perda do apetite;
- Aumento de peso;
- Tornozelos e rosto inchados;
- Colesterol elevado;
- Pressão baixa;
- Desaceleração dos batimentos cardíacos;
- Menstruação irregular;
- Falhas de memória;

A incidência desta disfunção da tireóide é maior em mulheres (principalmente acima dos 40 anos ou 6 meses após o parto), homens acima dos 65 anos, pessoas com colesterol alto, pessoas que já tiveram disfunção da tireóide ou apresentam histórico familiar de hipo ou hipertireoidismo, diabetes tipo I, lúpus e artrite reumatóide, pessoas que foram submetidas a tratamento de radioterapia (cabeça e pescoço), em pessoas com depressão ou doença do pânico, doença celíaca, gastrite crônica, insuficiência pancreática, síndrome do intestino curto ou doença intestinal inflamatória, pacientes que fazem o uso constante de alguns medicamentos (ex: omeprazol), indivíduos que apresentam deficiências ou excessos de determinados nutrientes alimentares, pessoas que não tomam sol ou apresentam deficiência de vitamina D e pessoas que tiveram deficiências nutricionais durante a gestação.
Os exames que podem ajudar no diagnóstico são: TSH; T4 livre; T3 livre; Anti-TPO (anticorpos contra a tireóide); Anti-TG; TRH; Urina 24h para o T3 livre (para o caso de difícil diagnóstico); Em recém nascidos Teste do pezinho;

A alimentação pode tanto contribuir, como prejudicar o quadro, Veja algumas dicas:

- Cloro: está relacionado ao bloqueio de iodo na tireóide. Evite água clorada- água da torneira (até mesmo para o cozimento dos alimentos) e alguns adoçantes (sucralose);
- Soja: Contém flavonóides e ácido fítico, que prejudicam o funcionamento da tireóide e a absorção de minerais (zinco, cálcio e magnésio);
- Evite: leite e suco a base de soja, salsicha, peito de peru, hambúrguer e outros produtos que contenham soja (presente atenção na rotulagem nutricional);
- Evite açúcar e carboidratos refinados: esses alimentos aumentam muito a insulina, que tem alta relação com a disfunção da tireóide. Evite alimentos refinados como: pães, arroz, farinhas brancas, açúcar e doces em geral.
- Glúten: pode prejudicar o bom funcionamento da tireóide. Evite aveia, cevada e trigo.
- Café: pode prejudicar a absorção do medicamento. Evite-o próximo ao horário da medicação;
- Alimentos que contém cianetos (brócolis, couve de bruxelas, mandioca, rabanete) não devem ser consumidos em excesso, pois esta substância diminui a absorção de iodo. Para consumi-los estes devem ser cozidos. E por lado, não se deve deixar de consumi-los, pois esses alimentos também atuam na diminuição do risco de outras doenças. As brássicas (brócolis e couve de Bruxelas, por exemplo, atuam na prevenção de alguns tipos de câncer, inclusive no da tireóide).

Tão importante quanto controlar o consumo destes alimentos é incluir os nutrientes que podem melhorar o bom funcionamento da tireóide, lembrando que um nutricionista poderá lhe orientar quais as melhores opções, não somente visando os alimentos fontes de tais nutrientes, mas também os alimentos que apresentam acima de tudo uma boa biodisponibilidade e melhor absorção, fundamental para a melhora do quadro.

- O Iodo é fundamental para produção dos hormônios tireoidianos, mas o seu excesso pode ser prejudicial. Consuma sal iodado com moderação;
- As algas típicas da alimentação oriental também são boas fontes de iodo.
- Coloque no cardápio peixes e frutos do mar ricos em iodo e proteínas “magras”.
- Aumente o consumo de alimentos integrais, são ricos em magnésio e auxiliam na perda de peso, pois aumentam a saciedade após a ingestão.
- Sementes de linhaça e abóbora possuem cálcio e tirosina, importante para o metabolismo de T3 e T4.
- Consuma castanha do pára, pois o selênio é um mineral importante que participa do processo de conversão de T4 em T3.
- Vitamina A é necessária para uma boa absorção do iodo.
- Vitaminas do complexo B ajudam o iodo na produção hormonal.
- Como um dos sintomas do hipotireoidismo é a constipação aumente o consumo de fibras insolúveis (milho, soja, ameixa, grão de bico), pois estas aceleram os movimentos peristálticos, facilitando a evacuação.
- Selênio é essencial para a conversão de T4 para T3.
- Aumente também o consumo de alimentos ricos em cálcio, Omega-3, gorduras poliinsaturadas (“boas”) e vitamina D.
- Além de exercícios físicos que aumentam a produção de T3.

Pacientes com hipotireoidismo devem fracionar as refeições, fazendo no mínimo 6 refeições /dia, pois apresentam um metabolismo mais lento.



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